A História dos Bairros do Rio de Janeiro – parte 2

Publicado: 15 de maio de 2010 em Curiosidades
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Maracanã

É uma extensão Mangueira com favelas verticais chamadas por seus habitantes de prédios. Não há nada o que se fazer lá, a não ser se você for um dos desocupados que estudam na UERJ, ou gostam de cair na porrada no Maracanã. Aliás, nos arredores da UERJ é que encontramos a aristrocacia do bairro, composta de estudantes frequentadores de botecos. A emoção mesmo fica por conta da noite, com seus tiroteios. Dominado pelo tráfico.

Vila Isabel

É uma reta que só tem boteco, casa de vila, outro boteco, um prédio, outro boteco, e por aí vai. Os moradores afirmam que a CEDAE distribui cerveja nesse bairro, ao invés de água. É um bairro nobre, pois é habitado pelos ex-moradores do morro dos macacos mais bem-sucedidos, sendo servido de tiroteios com fuzis dos melhores calibres. O tráfico não domina este bairro, pois o tráfico surgiu em Vila Isabel, entre uma rodinha de samba e outra.

Grajaú

A definição correta para este lugar é “porra nenhuma”, pois todos consideram Grajaú um sub-bairro, mas não é da Tijuca, nem de Vila isabel e nem do Méier. Não obstante, é dominado pelo tráfico.

Praça da Bandeira

Vila Mimosa, maior puteiro da cidade, dominado por cafetões e traficantes. Garage, vizinho à Vila Mimosa, maior concentração de bares, roqueiros sujos e drogados da região. Dominado pelo tráfico.

Bonsucesso

É o bairro mais mal localizado da cidade, conseguindo a façanha de ser cercado por 17 favelas, e ainda assim ser o bairro mais evoluído da Leopoldina (nem queira saber como são os outros.). Bonsucesso é o bairro dos favelados emergentes, que querem ficar perto do trabalho e da família. Além disso, tem um comércio muito diversificado, com lojas de 1,99, financeiras, puteiros e diversos camelôs fedorentos além de um desfile diário de kombis podres e gente mais podre ainda dentro. Dizem lendas urbanas que ainda existem uns 142 moradores do bairro por lá, a maioria de classe mérdia, contra as 293.333.344.212,05 favelados que dizem morar lá quando na verdade moram em “comunidades da casa do caralho”. Interessante notar também que Bonsucesso é o bairro com a maior concentração de viados do Subúrbio, tendo desfile noturno de bichas e a única sauna gay da região. Dominado pelo tráfico.

Inháuma

Bairro feio, mal dividido, confuso, fedido e mórbido. Conhecido por abrigar o cemitério mais pobre e fedido da cidade e também por suas dezenas de favelas. Domindo pelo tráfico.

Braz de Pina

É o bairro (desculpe, favela) com a maior concentração de analfabetos da Leopoldina, e um dos mais fudidos da cidade. Nem os moradores sabem dizer se o nome do bairro é “Bras, Brás ou Braz”. Dominado pelo tráfico.

Encantado

É um bairro que não existe, está cadastrado por engano pela prefeitura. Na verdade é a remanescência de um incidente envolvendo o recém-empossado prefeito do Rio em 1879, o Campinense Barão do Anel Frouxo e o cartógrafro ex-escravo carioca João Pé de Mesa. Quando viu o mapa da cidade que o Pé de Mesa tinha feito, havia uma pergunta do cartógrafo destinada ao prefeito no topo: “Como você está meu amor?”, ao que este escreveu: “Encantado!”. Dominado pelo tráfico.

Cachambi

Quer a todo custo fazer parte do Méier para se passar por nobre, embora nem o Méier seja isso. Dominado pelo tráfico.

Todos os santos

Uma verdadeira farsa, pois nunca ninguém relatou estadia ou passagem por esse bairro. Segundo a lenda, ele fica localizado entre o Méier, o Cachambi e o Engenho de Dentro. Seu único registro são fósseis de uma pre-histórica estação ferroviária desativada. Dominado pelo tráfico.

Méier

Habitado por gente feia, mas que gosta de se passar por rico apenas para ser melhor do que o povão. Muitos deles reúnem-se em frente a uma rede fast-food chamada “Habibs”, aonde vivem de curtição, carros e meninas que tentam achar um rico de verdade no meio dos pseudo-ricos. Um bairro no qual existem pseudo-favelas (comunidades que não têm tamanho suficiente nem bandidos malvados o suficiente para serem consideradas favelas). É um bairro da cidade em que os próprios moradores criaram um slogan próprio, o famoso “Quem é do Méier não Bobéier”, para tentar trazer alguma originalidade para um bairro qualquer. É um bairro sem identidade, uma vez que quer ser parte da Tijuca, Vila Isabel, ou mesmo Madureira. É dominado pelo tráfico.

Maria da Graça

Lugar feio, pobre, deserto e mal localizado. Só passa gente lá pra ir pegar o metrô. Dominado pelo tráfico.

Higienópolis

A “princesinha da Leopoldina” é na verdade um bairro decadente, feio, perigoso e favelizado, embora seus moradores ainda pensem que o bairro não possui favelas e é um dos mais tranquilos. Ledo engano. Dominado pelo tráfico.

Aguardem os próximos!

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comentários
  1. Carioca disse:

    Só pode ser uma piada de mal gosto de alguem frustrado com a cidade que mora e nada faz para muda-la…

  2. Karla Souza disse:

    Realmente sem noção, pocas vezes vi algo tão mal feito como essas descrições dos bairros cariocas. Muito ruim mesmo.

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