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Mudando de vida em 2011

Publicado: 6 de agosto de 2010 em Curiosidades
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Estive fazendo um levantamento de todas as baboseiras que me enviaram pela Internet e observei como elas mudaram a minha vida.

Primeiro, deixei de ir a bares e boates com medo de me envolver com alguém ligado a alguma quadrilha de ladrões de órgãos e que me roubem as córneas, me arranquem os dois rins ou até mesmo óvulos, deixando-me estirado dentro de uma banheira cheia de gelo com uma mensagem:  “Chame a emergência ou morrerá”.

Assim deixei também de ir ao cinema com medo de sentar-me em uma poltrona com seringa infectada com o vírus da AIDS.

Depois, parei de atender ao telefone para evitar que me pedissem para digitar *9 e minha linha ser clonada e eu ter de pagar uma conta telefônica astronômica.

Acabei dando o meu celular porque iriam me presentear com um modelo mais novo da Ericson que nunca chegou. Então
tive de comprar outro mas abandonei-o em um canto com medo que as microondas me dessem câncer no cérebro.

Deixei de comer vários alimentos com medo dos estrógenos. Parei de comer galinha e hambúrgueres porque eles não são mais do que carne de monstros horríveis sem olhos, cabeludos e cultivados em um laboratório.

Deixei de ter relações sexuais por medo de comprar preservativos furados que me contagiem com alguma doença venérea. Aproveitei e abandonei o hábito de tomar qualquer coisa em lata para não morrer pela urina de rato.

Deixei de ir aos shoppings com medo que me seqüestrem me obriguem a gastar todos os limites do cartão de crédito ou coloquem alguém morto no porta malas do meu automóvel.

Eu também doei todas minhas poupanças à conta de Brian, um menino doente que estava a ponto de morrer umas 700 vezes no hospital.

Eu participei arduamente em uma campanha contra a tortura de alguns ursos asiáticos que tinham a bílis extraída, e contra o desmatamento da floresta amazônica.

Fiquei praticamente arruinado financeiramente por comprar todos os antivírus existentes para evitar que a maldita rã da Budweiser invadisse o meu micro ou que os Teletubies se apoderassem do meu protetor de tela.

Deixei de fazer, tomar e comer tantas coisas que quase morro desnutrido.

Cansei de esperar junto a minha caixa de correio os US$ 150.000 que a Microsoft e a AOL me mandariam na participação de rastreio de e-mails enviados. Nem tampouco chegou o telefone Ericson muito menos a passagem para a Disneylândia.
Quis fazer o meu testamento e entregá-lo ao meu advogado para doar os meus bens para a instituição beneficente que recebe um centavo de dólar por cada pessoa que anota seu nome na corrente pela luta da independência das mulheres no Afeganistão, mas
não pude entregar porque tive medo de passar a língua sobre a cola na borda do envelope e me contaminar com as baratas incubadas nela, segundo me haviam me informado por e-mail.

Também não ganhei um milhão de dólares, um Porsche e nem fiz a volta ao mundo, que foram as
três coisas que pedi como desejo quando recebi e encaminhei o Tantra Mágico enviado pelo Dalai Lama.

E como se não bastasse acabei acreditando que tudo de ruim e de injusto que me aconteceu é porque quebrei todas as correntes ridículas que me enviaram e acabei sendo amaldiçoado. Resultado: estou em tratamento psiquiátrico.

NOTA IMPORTANTE:

Se você não enviar esta mensagem a pelo menos 10 pessoas, nada irá lhe acontecer. No entanto as mentiras e baboseiras continuarão infernizando a sua vida em 2011 por falta de informação e esclarecimento.
Não se deixe influenciar por elas. Delete-as. Se até as baleias podem ser salvas, por que não a Internet?
Em 2011 salvemo-nos!

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Triste mas real

Publicado: 2 de fevereiro de 2010 em Textos
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É triste e é real…
Faz-nos pensar melhor sobre nossas vidas, atitudes, egoísmo, ganância…


Se dê o prazer de ler até o fim…


Entrei apressado e com muita fome no restaurante.

Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos de que dispunha naquele dia atribulado para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias, que há tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, pois afinal de contas fome é fome, mas regime é regime, né?

Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

– Tio, dá um trocado?

– Não tenho, menino.

– Só uma moedinha para comprar um pão.

– Está bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada estava lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas. Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.

– Tio, pede para colocar margarina e queijo também ?

Percebo que o menino tinha ficado ali.

– OK, mas depois me deixe trabalhar, pois estou muito ocupado, tá?

Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir.

Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que está tudo bem.

– Deixe-o ficar. Traga o pão e mais uma refeição decente para ele.

Então o menino se sentou à minha frente e perguntou:

– Tio, o que está fazendo?

– Estou lendo uns e-mails.

– O que são e-mails?

– São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet.

Sabia que ele não iria entender nada, mas a título de livrar-me de maiores questionários disse:

– É como se fosse uma carta, só que via Internet.

– Tio, você tem Internet?

– Tenho sim, é essencial no mundo de hoje.

– O que é Internet, tio?

– É um local no computador onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem tudo no mundo virtual.

– E o que é virtual, tio?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.

– Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.

– Legal isso. Gostei!

– Mocinho, você entendeu o que é virtual?

– Sim, tio, eu também vivo neste mundo virtual.

– Você tem computador?

– Não, mas meu mundo também é desse jeito… Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome, e eu dou água para ele pensar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas eu não entendo, pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo. Mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida muitos brinquedos de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isto não é virtual, tio?

Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.

Esperei que o menino terminasse de literalmente ‘devorar’ o prato dele, paguei a conta e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida, e com um ‘Brigado tio, você é legal!’. Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade, e fazemos de conta que não percebemos!


Você agora tem duas escolhas:


1 – Enviar esta mensagem aos amigos e amigas.

2 – Ignorar, fazendo de conta que não foi tocado por ela.

A decisão é sua.